Breve Histórico



No século IV a.c. viveu na Índia aquele que seria o 25º Buda. Sidarta Gautama era filho de um poderoso rei de uma região na Índia. Quando ainda era criança, um profeta alertou a seu pai que se ele tivesse contato com a realidade do mundo ele abandonaria a condição de príncipe.

Preocupado com essa profecia, seu pai cercou o palácio com um muro e o manteve dentro desses limites, oferecendo a Sidarta os prazeres do mundo material. Certa feita, já casado e com filho, Sidarta se afastou dos domínios do palácio e teve seu primeiro contato com o mundo "lá fora".

Durante sua jornada encontrou um homem velho, um cadáver e um mendigo pedindo comida. As imagens lhe foram tão fortes que nunca mais se esqueceu delas. E descobriu que todos nós estamos condenados aos quatro sofrimentos humanos (nascimento, doença, velhice e morte).

Buda quer dizer aquele que é iluminado. É um título dado àqueles que atingiram a iluminação. Depois que o Buda Sakyamuni (Sidarta) desencarnou, seus discípulos continuaram pregando e passando seus ensinamentos.

Nessa época, na Índia, o hinduísmo era a religião predominante e a intolerância religiosa dos hinduístas obrigaram os budistas a procurarem um outro local para viver. Dessa forma o budismo se espalhou pela Ásia, mais especificamente na China, no Japão, na Mongólia e no Tibet. Em cada país desse o budismo misturou suas premissas com o xamanismo local, o que acarretou no surgimento de várias escolas budistas com diferenças significativas de uma para outra.

Atualmente estima-se que exista 360 milhões de budistas no mundo, sendo 300 mil somente no Brasil. É comum a utilização de incenso e flores pelos budistas. O incenso simboliza a imortalidade da alma. Assim como quando o incenso acaba, seu cheiro permanece no ambiente, o corpo físico quando morre deixa a alma que perdura eternamente.
As flores simbolizam a impermanência da vida, pois com o tempo elas vão murchando assim como nós que com o tempo vamos nos modificando.

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O Buda não era um deus. Ele foi um ser humano que alcançou a iluminação por meio de sua própria prática. De maneira a compartilhar os benefícios de seu despertar, o Buda viajou por toda a Índia com seus discípulos, ensinando e divulgando seus princípios às pessoas, por mais de 45 anos, até sua morte, aos 80 anos de idade. De fato, ele era a própria encarnação de todas as virtudes que pregava, traduzindo em ações, suas palavras.

O Buda formou uma das primeiras ordens monásticas do mundo, conhecida como Sangha. Seus seguidores tinham as mais variadas características, e ele os ensinava de acordo com suas habilidades para o crescimento espiritual. Ele não exigia crença cega; ao contrário, adotava o "venha e experimente você mesmo", atitude que ganhou os corações de milhares. Sua, era a senda da autoconfiança, que requeria esforço pessoal inabalável.

Após a morte de Shakyamuni, foi realizado o Primeiro Concílio Budista, que reuniu 500 membros, a fim de coletar e organizar os ensinamentos do Buda, os quais são chamados de Dharma. Este se tornou o único guia e fonte de inspiração da Sangha. Seus discursos são chamados de Sutras. Foi no Segundo Concílio Budista em Vaishali, realizado algumas centenas de anos após a morte do Buda, que as duas grandes tradições, hoje conhecidas como Theravada e Mahayana, começaram a se formar. Os Theravadins seguem o Cânone Páli, enquanto os Mahayanistas seguem os sutras que foram escritos em sânscrito.