A Caridade começa em casa




Está ao alcance de qualquer criatura praticar a caridade, e devemos considerar que mais valor terá quanto mais nos fizer falta o que estivermos a outrem oferecendo, isto é, tirando do que nos sobra não fazemos mais do que obrigação; tirando do que nos falta, praticamos a renúncia.

Embora possamos prestar os nossos serviços ao próximo, em locais carentes, a criaturas necessitadas, longe no nosso núcleo doméstico, indagaríamos: Quem são os nossos próximos mais próximos?

A resposta nos conduz a atenção para os familiares diretos e os secundários. Quase sempre temos à nossa volta, sem darmos muitos passos, aqueles que estão à espera do nosso carinho, compreensão e tolerância. Uma palavra, um olhar, um gesto, uma mão estendida, uma conversa reconfortante, uma visita de apoio, uma colaboração financeira silenciosa, um farnel em dias de penúria, um agasalho para as noites frias, enfim, em mil oportunidades existentes com relativa freqüência, no seio de qualquer família.

É isso mesmo, olhemos primeiro à nossa volta, e averigüemos se não estaríamos nos omitindo em nossos deveres de caridade para com os próximos mais próximos.

Vale fazer esse primeiro exame e, discretamente, sem alaridos, correspondermos com o nosso recurso fraterno, dentro de casa, e para com a parentela da qual fazemos parte.

(Do Livro "Manual Prático do Espírita" - Ney Prieto Peres).