DOR NO PEITO


Dói-me no peito, saber que seus carinhos não são mais dados,
Dói-me no peito, saber que não posso beijar seus beijos
Nem ter seus braços nos meus abraços.

Dói-me no peito, saber que nem pergunta por mim,
Nem quer saber para onde vou, ou de onde vim.
Dói-me no peito, sentir a poesia que, em lágrimas, me faz declamar.
Dói-me no peito, menina, o abandono dos seus olhos.

Dói-me o peito, ver-lhe, envolvida por um sentimento repleto de mentiras.
Dói-me o peito e me faz chorar o futuro que lhe aguarda,
Quando enveredada nesses caminhos, errantes.

Entristece-me muito, imaginar o mal que lhe possa ocorrer; e mais ainda,
Sentir que lhe amo, lhe amo por demais e por você não sou amado!
Sensibiliza-me saber da fragilidade do seu pequeno coração,
Não poder ouvir-lhe as batidas, nem o sentir nas mãos.

Menina, dói-me muito no peito, dedicar imenso carinho a você
E não ser digno dos seus olhares.
Faz-me doer muito o peito, a solidão que devasta, sem piedade,
Tão nobre coração que ama sem ser amado.
É triste ser desventurado...

Joselito dos Santos